Quarta-feira, Maio 17, 2006

Lua e as Baratas

Sim, aqui estou eu falando das malditas baratas de novo. Elas são meus inimigos naturais, a espécie que me afronta, a que deve morrer porque EU sou superior. Maior, mais esperta - menos resistente, eu sei, mas ainda conto com a benção do raid.

É injusto. Dos meus três apartamentos na capitar, esse é o mais limpinho e organizadinho (sei que não é mérito meu, mas eu melhorei bastante também), mas é o que mais me deu trabalho baratais. Começa com o fato de que eu sou o homem da casa. Minhas roomies todas têm pânico de inseto, e sou eu que levo as mariposas pra fora e massacro abelhas. Como eu sou fofagressive, meu horror a insetos se tornou raiva. Meu sonho é substituí-los por nanorobôs só pra manter o equilíbrio natural.

O segundo fato importante é que meu bloco é um laboratório para se criar uma espécie de baratas que irá tomar o mundo da raça humana, organizado pelos ets do mal nazista da raça ...cinza, eu acho. As malditas baratas são vermelhas, imensas, e possuem súditas normais. É como se elas fossem as rainhas, leoas caçadoras que vêm me atazanar e pular em cima de mim vinda de uma toalha de rosto.

Essas eu grito muito de raiva e nojo quando esmago. Eeeeew!

A primeira guerra da minha vida foi contra a formação de Baratópolis dentro da minha banheira. Mais especificamente dentro da paradinha da hidromassagem (não me peçam para exemplificar, meu maior drama é que eu sou uma escritora de fantasias que não sabe descrever bem). Na verdade, eu imagino que Baratópolis seja um complexo que corre dentro dos muros desse bloco maldito e um dos "portos" comandado pela barata vermelha do mal alfa era na paradinha da hidromassagem do meu banheiro.

Essa barata em específico foi a que me fez uma emboscada na toalha de rosto enquanto eu enxugava minhas mãos. Nojenta. Depois de várias tentativas eu a destruí, depois a Riri destruiu suas comparsas e nós tivemos uma vida feliz por alguns meses.

Até a barata vermelha do mal alfa-beta aparecer. Juro. Elas são identicas, vermelhas, enormes, nojentas, antenudas, parecem reencarnações. Nunca as encontramos pequenas ou ao menos de tamanho médio tolerável. Elas brotam mostruosas e vermelhas. E antenudas.
E elas sempre aparecem sozinhas.

E são rápidas. Elas desapareciam misteriosamente enquanto eu me abaixava para pegar o chinelo e, de alguma forma me dava a impressão de que passavam através da parede. Até, claro, minha inteligência superior encontrar o ninho delas. Das normais, eu digo, o ninho que a alfabeta nojenta protegia e guardava. Matei a alfabeta, com muuuuuito veneno em um dia em que ela decidiu se achar superior a mim e, vejam só, me enfrentou!

Como eu sou uma escorpiana vingativa e escrota considerei uma afronta pessoal e enchi ela de veneno, para deixar de ser besta e ficar passeando enquanto eu ia pegar minhas armas se achando tão superior.

Eu tenho uma sorte muito grande em estar sozinha quando essas coisas acontecem. Porque eu disse umas poucas e boas pressa barata que me valeriam uma estadia no Instituto de Saúde Mental.

Vocês acreditam que elas ficaram com tanta raiva de mim que resolveram me atacar em meus próprios aposentos pessoais? No meu armário!! Meu próprio e querido armário cheio com as MINHAS roupas!! E sempre fugindo misteriosamente por buracos bizarros que só elas conseguem ver. E, óbvio, lá estava a alfa beta gama!! Outra barata infernal do nono círculo gigante e vermelha.

Isso me custou acho que um domingo ou um sábado. EU tirei toooooooodas as minhas coisas do meu armário, coloquei tudo na sala, enchi meu armário de veneno e fiquei esperando as nojentas saírem desesperadas.

Quase morri envenenada. Tive que ir pra cozinha, sentar, ler vogue e ficar ouvindo uma ópera que rolava na tv senado enquanto cantarolava "eu sou uma bicha, eu sou uma biiiiicha". Achando, então, que minha tentativa tinha sido frustrada, abri a janela e fiquei papeando no msn combinando com o Marcus de ir comer crepe com ele. Quem aparece? Alfa beta gama! Tonta, feliz e contente, bebaça saindo pra curtir a night.

Eu tenho tanto nojo de barata que eu joguei meu chinelo e gritei de nojo muito alto, muitas vezes e senti uma raiva tão imensa que só pode ilustrar a batalha entre duas espécies que se odeiam. Três. Eu também odeio ets, que me atacam através de baratas de laboratório.

Mais uma vez eu estava Home Alone.

Desde então, nada de baratas alfabetagamadelta. Mas, hoje, eu vi uma barata minúscula desaparecer na parede do banheiro. Seria uma batedoura mirim avaliando o terreno para uma próxima batalha?

E antes que vocês falem que eu sou esquizofrênica e que essas baratas não existem, minhas colegas já viram todas. Como todas são iguais, nós as nomeamos, simplesmente de Dona Baratinha.

Mas, vocês vão ver. EU vou ganhar essa batalha.

2 Comments:

At 12:04 AM, Sam said...

As vezes eu tenho muito medo de você

 
At 6:46 PM, Alma Gêmea said...

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Seu drama merece ser narrado em conto com personagens (ainda mais) caricatos. Daí pr'um concurso e um prêmio revertido em RAID pra eliminar a corja. =D

bjks!

 

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