Terça-feira, Agosto 22, 2006

Errata

Eu escrevi sexta básica no post lá de baixo. Nem conseguir dar uma explicação nonsense pra frase eu consegui inventar. SEXTA BÁSICA foi triste. Nem corrigi, que é pra ficar documentado.


Origens

Jacopo Belbo, personagem criado por Umberto Eco, em o Pêndulo de Foucault, junto com Casaubon e Diotallevi, escolhe algumas frases e as coloca em um programa de Abulafia, seu computador, para ver se ele consegue, ordenando as frases, chegar a uma verdade suprema. Abulafia lhe dá uma certa combinação e ele chega a uma conclusão. Isso é apenas alguns parágrafos do livro, mas, vejam se vocês não reconhecem alguma coisa.

"Um tanto confuso" disse Diotallevi

"Não sabes enxergar as conexões. E não dá a devida importância à interrogação que ocorre duas vezes: quem se casou nas bodas de Caná? As repetições são chaves mágicas. Naturalmente integrei, mas integrar a verdade é direito do iniciado. Eis minha interpretação: Jesus não foi crucificado e é por isso que os Templários renegavam o crucifixo. A lenda de José de Arimatéia envolve uma verdade mais profunda: Jesus, e não o Graal, desembarca na França entre os cabalistas de Provença. Jesus é a metáfora do Rei do Mundo, do fundador real da Rosa Cruz. E com quem desembarca Jesus? Com sua mulher. Por que nos Evangelhos não se diz quem se casou em Caná? Simplesmente porque eram as bodas de Jesus, bodas de quem não se podiam falar porque eram com uma pecadora pública, Maria Madalena. Eis por que então todos os iluminados, de Simão o Mago a Postel, vão procurar o princípio do eterno feminino num bordel. Portanto, Jesus é o fundador da estirpe real da França.

(fim do capítulo 65)

66

"Se nossa hipótese é correta, o Santo Graal... era a estirpe e os descendentes de Jesus, o 'Sang real' de que eram guardiães os Templários... Ao mesmo tempo o Santo Graal devia ser, ao pé da letra, o receptáculo que havia recebido e contido o sangue de Jesus. Em outras palavras devia ser o seio de Madalena."
(M. Baigent, R. Leigh, H. Lincoln, The Holy Blood and the Holy Graal, 1982, London, Cape, XIV)


"Bem", disse Diotallevi, "ninguém te levaria a sério".
"Pelo contrário, venderia alguns cem mil exemplares", disse sério. "A história existe, foi escrita, com variações mínimas. Trata-se de um livro sobre o mistério do Graal e os segredos de Rennes-le-Château. Em vez de só ler os manuscritos devias ler também aquilo que publicam os outros editores"

Dan Brown leu esses parágrafos, correu atrás do tal livro de quem fala Belbo e que está bem especificado na citação no começo do capítulo, e resolve somar sua fórmula medíocre que já vinha experimentando a muito tempo por saber que é a base de qualquer thriller.

Mais muitas centenas de milhares de exemplares.

Ele se saiu bem do processo que os autores do livro The Holy Blood and the Holy Graal fizeram contra ele? Se sim, como pode???

Mistério

O que o blogger está fazendo com meus comentários? Eu ainda adicionei um comentário alternativo que sumiu.

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