Terça-feira, Setembro 05, 2006

The Writer´s Life 2.0

Deve ser o nervosísmo perante esse começo de fim. Perante toda essa carga horária e de responsabilidades. 42 créditos. Formanda. Como diria o Stifa, sair de esperança da Nação e virar um problema social. A verdade é que, para fugir da banalidade (jogador de Changeling é foda) e de seus problemas banais, eu me dou cada vez mais a um trabalho bem mais gratificante. Escrever. Criar estórias. Não reclamo. De jeito nenhum. Só me preocupo com as obrigações banais.

A Divina Providência sabe o quanto eu sofro por não conseguir escrever meus livros. Por não sair de um impasse. A Divina Providência sabe os sonhos dramáticos, dignos de uma novela mexicana, que eu já tive. Eu descobrindo que ia morrer em breve, desesperada porque não podia confinar meus filhotes a terem que morrer comigo. Coisas do nível baixo alla Páginas da Vida.

E, para vocês terem uma idéia, Penny Lane é um projeto que eu venho trabalhando a muito tempo, mas não tanto quanto os outros. E enquanto A Saga da Magia (ou da Luz) e Pacífica mereceram ficar no forno por tanto tempo (afinal, eu tinha doze quando comecei a primeira e treze quando comecei a segunda, então, vocês imaginam a profundidade que cada história tinha quando foi criada), Penny Lane não teve nenhuma dessas necessidades. Foi a uns quatro anos atrás que pensei nela pela primeira vez. Um alter ego bizarro e seus mundos de possibilidades. Existe um motivo muito óbvio por nunca ter deslanchado antes: era muito ruim. Não estou dizendo que eu sou um gênio e todos os meus livros serão obras primas universais. Mas, eu pelo menos, tenho que achá-los bons. Penny Lane não era.

Então, de repente, eu totalmente envolvida com UnB e Pacífica, já que meu filho do meio (Pacífica) tinha se resolvido em seu formato (quadrinhos), no seu gênero (mix burlesco de muitos gêneros) e em sua postura (dramáaatica), tenho uma iluminação que veio, praticamente, do nada. E o tema, a forma da minha caçula está pronta. Como eu nunca pensei nisso antes?

Sei que tive minhas influências como mirror mask ( eu coraçãozinho gaiman) e também havia uma fábula que eu tinha vontade de fazer, mas não tinha idéia sobre o quê. O que importa é que as estórias brotam, rápidas e ricas. E eu as escrevo em momentos de folga, esperando alguém, me curando de uma tpm, imaginando como seriam as coisas na minha cabeça, brincando comigo mesma (sem conotação sexual >/).

E agora já me decidi a ordem dos fascículos que já tinha pronto ( e o engraçadinho vai pro quarto lançamento). E me impeço de me afundar em preocupações, porque meu otimismo em relação à carreira de escritora, voltou.

Penny Lane, segundo Fascículo: Os Imortais (primeira parte), já nas bancas.

Se o blogger não encrencar comigo

Penny Lane

1 Comments:

At 5:33 PM, Alma Gêmea said...

"Roxo-berrante" foi apropriado. O comentário do Penny Lane não tá funcionando... e eu acho que começo a entender que caminho a história vai começar a tomar... embora o final ainda seja um grande ponto de interrogação.

bjk!

 

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