Terça-feira, Janeiro 31, 2006

O que eu faria se tivesse uma máquina do tempo parte I

Impediria aquela maldita maçã cair na cabeça do Newton.


Comentário

Eu era uma pessoa mais legal em certos aspectos quando fazia segundo grau. Eu dizia que não me arrependia de nada que tinha feito na vida e, se tivesse uma máquina do tempo a única coisa que eu faria era impedir aquela maldita maçã de cair na cabeça do Newton.

Eu odiava mecânica acima de todas as coisas. E quando eu odeio bastante uma coisa eu quero que ela morra, desapareça, saia da minha vida, não importa o quão importante essa coisa seja. Na época a explicação "porque Deus quis" era bem mais legal e edificante que todos aqueles cálculos infernais.

Eu queria era entender física quântica. Que por sinal, parece ser uma coisa de doido. Mais glamuroso com certeza é.

O que eu faria se tivesse uma máquina do tempo parte II

Esganaria as primeiras pessoas que vieram com essa moda de serem funcionários sem vida que só pensam na carreira. Aquele povo que deixa os empresários FELIZES porque eles não tem vida e só querem trabalhar e se dedicar à empresa.

Comentário

Foi por causa dessas pessoas retardadas e sem vida, sem imaginação e sem hobbies legais que os empresários começaram a propagar pelo mundo que é super legal ser assim.

Quem que eles querem enganar? Qual é a graça? Dinheiro? Mas, você está muito ocupado trabalhando e só pensando no seu trabalho pra poder se divertir com ele! Odeio gente que acha bonito dizer que não tem tempo. Não tenho tempo pra comer, não tenho tempo pra ler, não tenho tempo pra ver televisão.

Coisa de americano. Tomara que todos tenham um ataque cardíaco ao mesmo tempo.

Não acredite neles, só porque você tem oitocentos MBAs e muitas estrelinhas no seu currículo, mas não tem um amor, não vive bem com a sua família, não vive e estuda coisas interessantes, não cria nada, você não vai de ser um loser


Mas, também não quer dizer que é bonito você não trabalhar e ser um vagabundo de primeira. Equilíbrio, gente, equilíbrio...

Segunda-feira, Janeiro 23, 2006

Leave the past behind, please, for ten seconds

UnB, dia de sol violento, um cartaz sobre cinema político. Sobre uma mulher guerreira e forte na ditadura. Ditadura? Eu não perdi nem um capítulo de Anos Rebeldes, vi O quê que é isso, companheiro, não está bom, não?

Meus pequenos desafetos de lado, tentando tirar todo o fato que eu odeio o papo "comuna" "abaixo a repressão" que parece vindo numa nave alienígena de um passado distante, por que, todo dito "cinema político" é sobre ditadura ou um bando de jovens legais e idealistas lutando contra alguma força armada no Leste Europeu?

Na minha opinião, Cidade de Deus é mais um filme político, que pode trazer reflexões políticas e sociais a quem vê do que um filme cliché e batido sobre como a ditadura torturava os jovens futuro do nosso país. Claro que tudo isso acontecia e que foi chato. Verdade, gente, muito chato, mas e daí? A gente já tem tanto problema que não tem muito a ver com repressão armada. Pegar em armas e cantar hinos "vem vamos embora que esperar não é fazer" parece uma coisa muito surreal para se fazer em um país corrupto, cheio de desigualdades sociais e alienação política.

Se você quer fazer cinema político, mostre ao mundo como lutar contra a opressão não armada, atual e trasnformada em algo natural por nós mesmos. Eu vou continuar achando esses filmes um saco, mas pelo menos eles vão estar mais próximo de serem úteis para alguém enquanto eu, a reacionária (os comunas acham e eles não estão sempre provando ao mundo que eles que têm razão?) vou me divertir com cinema americano e algo velho e glamouroso seja lá de onde for. Portanto que tenha glamour...

Cinema político com glamour? Não, eu não peço tanto do mundo.

Proposta

Para onde eu mando a minha proposta de uma ong bastante necessária nesse país? A proposta é a seguinte: coletaríamos dados sobre todos os deputados, o quê ele fez, que dias ele foi trabalhar, que dias não foi, se há alguma acusação contra ele arquivada em algum lugar, no quê ele votou, quantas vezes trocou de partido. Lá, estaria exposto, com pessoas para ajudar na pesquisa, tudo que é possível catalogar sobre um político para que a população saiba se o que ele anda fazendo por aí. Também seria muito legal distribuir cesta básica e dentaduras para ninguém ter a desculpa de vender voto a um preço tão irrisório.

E showmício deveria ser proibido, pelo bem dos meus ouvidos, lá em goiânia eu moro em um lugar bem chato em época de eleições. E eu voto lá.

Vaticínio

Um tarólogo falou que a Heloísa Helena vai ser presidenta. Já estou vendo Commander in Chief para me acostumar com a idéia. A diferença é que no seriado o país são os EUA e a presidenta a Geena Davies. Detalhes.

Tomara que ela não grite quando for falar ao país pela televisão. Alguém podia contratar o Duda Mendonça para ele, ou alguém parecido já que ele não anda muito bem ultimamente.