Terça-feira, 29 de Abril de 2008

A importância de pegar um caminho diferente

Correria.
Correria pra fazer a banda passar, pra prosear o amigo e o Flamengo vingar.
Conversa de futebol não me atrai. Mas nacionalismo não se trai e eu fico puta da vida quando machões bancam um moralismo televisivo, porque foram pegos com uma prostituta ou um travesti.
Nossas mulheres da vida e outros seres em vida de mulheres me são mais sagradas que um porreiro de um jogador chulo e playboy de futebol.
Fiquei rindo (e o amigo ficou puto) ao imaginar Ronaldinho "encomendando" 3 prostitutas pra sua recuperação particular, cair nos braços e nos lábios fortes delas e engasgar com um gogó, ou algo um pouco mais fálico...
Daí que eu só converso de futebol com 3 amigos na minha vida (as outras conversas são só pra resmungar..) e na maioria delas é muito bom pentelhar o Flamengo.
Ainda atrasada, correria, desconverso o futebol e regulo meu riso, ainda atrasada pra agilizar.
Voltando, encomenda na mão, noite escura já, mudo de direção, pegando um caminho diferente pro trabalho.
Diferente, leia-se escuro, baldio, vazio...Perfeito como toda diferença, necessário como toda liberdade de andar sozinha e mulher no urbano da noite.
Ri mais uma vez...Foi irremediável.
No céu, numa duração eterna de uns 3 segundos, eu vi a estrela cadente mais longa que já pude ver. Longa no rabo dela, riscando km celestes de um meio ao outro meio do céu.
A mais que mais linda. Diferente. Corajosa ali no céu limpinho. Sozinha.

Ontem uma estrela cadente me fez um pedido.

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