Insonia
E não era de dar mesmo, o ventilador ligado pra nos isolar em outro som.
Todo tato é sutil.
Em outro som, outro som também surgia,
Com a mesma rapidez que o ouvido sente,
Sente o vento insistente os esbarrões de soprar.
O que refresca a conversa antes do sono, é o como de que o vizinho de baixo tanto implica - o minimo Barulho no ouvido e bastava ao fundo da alma um baita grito.
Do de cima, se olhava pro chão abaixo, imaginando ver do teto a vizinha com a vassoura, batendo com a ponta, atritando os destratos que arrebentavam a noite. Até de madrugada....
Até de madrugada, às vezes descarregava berros esbaforidos bradando contra o outro,
o riso exagerado, um passo marcado, uma porta mal batida.
Quem mede a beira da borda
beira sempre por outro lado, cair.
E a noite madrugando ventava de volta o palavreado,
gritado jogado pro alto da janela como era, alcançando em graves o outro colchão.
O som provoca vibração, e pra ambos os corpos, se trata do trote dos corpos em alguma direção e intensidade:
ao contrário, arbitrário, encaixado ou agudo,
som pra longe, som pra alto, som pra cantar
e som pra sussurrar...
O Som das casas avizinhando-se em apartamentos.
Avizinhando-se a música dos atos.
fechar a gaveta, trocar os sapatos, quebrar a fruteira, chorar o retrato,
o fósforo no cigarro, o fósforo nos papéis, o fósforo na vela do luto do altar.
Pudera ouvisse a vizinha
irritada na cozinha
o ventilador lá em cima que rimava as pás com sambinha
os passos pesados rimando um xaxado,
a cúpula da lâmpada rimando tamborim...
Tocasse assim o som
tal qual toca a carícia, a delícia, a massagem ou uma mensagem...
Nada.
Nunca.
Negava.
Mudava,
ou que se calasse.
Todo tato é sutil.
Em outro som, outro som também surgia,
Com a mesma rapidez que o ouvido sente,
Sente o vento insistente os esbarrões de soprar.
O que refresca a conversa antes do sono, é o como de que o vizinho de baixo tanto implica - o minimo Barulho no ouvido e bastava ao fundo da alma um baita grito.
Do de cima, se olhava pro chão abaixo, imaginando ver do teto a vizinha com a vassoura, batendo com a ponta, atritando os destratos que arrebentavam a noite. Até de madrugada....
Até de madrugada, às vezes descarregava berros esbaforidos bradando contra o outro,
o riso exagerado, um passo marcado, uma porta mal batida.
Quem mede a beira da borda
beira sempre por outro lado, cair.
E a noite madrugando ventava de volta o palavreado,
gritado jogado pro alto da janela como era, alcançando em graves o outro colchão.
O som provoca vibração, e pra ambos os corpos, se trata do trote dos corpos em alguma direção e intensidade:
ao contrário, arbitrário, encaixado ou agudo,
som pra longe, som pra alto, som pra cantar
e som pra sussurrar...
O Som das casas avizinhando-se em apartamentos.
Avizinhando-se a música dos atos.
fechar a gaveta, trocar os sapatos, quebrar a fruteira, chorar o retrato,
o fósforo no cigarro, o fósforo nos papéis, o fósforo na vela do luto do altar.
Pudera ouvisse a vizinha
irritada na cozinha
o ventilador lá em cima que rimava as pás com sambinha
os passos pesados rimando um xaxado,
a cúpula da lâmpada rimando tamborim...
Tocasse assim o som
tal qual toca a carícia, a delícia, a massagem ou uma mensagem...
Nada.
Nunca.
Negava.
Mudava,
ou que se calasse.

1 Comentários:
suor me veio na boca até
salgado quando te li.
sinal de que preciso te lamber
a nuca. numa dessas e outras.
boniiita
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