quarta-feira, 30 de abril de 2008

Saudade de Pernambuco e toda a sua pirangagem!

É que me escancaro de tanta gostosura.
Carlinhos feito rei em seu harém,
Todo mundo desembolando o trupé,
O cabôco desafiando no pé,
Caretando mateus,
e Manuér todo-todo se enfeitando!



Saudade de Pernambuco e toda a sua pirangagem!

Num bastasse o Piaba visitar a cidade sábado e a gente fazer festa de pinga, danças e versos.


Ontem,
noite de brindes com outros pernambucanos e brasilienses queridos e empolgados.
Cafuçu!!!!
Palavrinhas novas no dicionário e muita, muita risada...Sempre.
Um Gigante cantador, me quebrou os ossos cantando as minhas preferidas assim, sem nem puxar o saco...
Nunca bastará...Saudade faz de mim o que quer.


DESTERRO
(Reginaldo Rossi)

olha meu amor eu estou voltando
é tão bom chegar, e eu estou chegando
quero te contar que me arrependi
quero te mostrar o quanto sofri

mas valeu a pena esse meu desterro
hoje eu descobri, descobri meu erro
descobri que a vida começa aqui
dentro do meu lar, e eu quase o perdi
Quando teus olhos cansarem dos meus olhos
já tive mil homens que me amaram
e que de manhã logo me deixaram
e eu confesso amor, que jamais senti
em outros braços o calor
dos teus abraços, meu amor

Olha que a Karina Buhr fez uma versão de desterro que é de derreter...Paixão. E Eddie fez uma de lealdade, que é de solidificar!!!! Paixão.

Lealdade

(caetano veloso)

Composição: Wilson Baptista/Jorge de Castro

Serei ,
Serei leal contigo
Quando eu cansar dos teus beijos ,
Te digo
E tu também liberdade terás
Pra quando quiseres bater a porta
Sem olhar para trás
Serei ,
Serei leal contigo
Quando eu cansar dos teus beijos ,
Te digo
E tu também liberdade terás
Pra quando quiseres bater a porta
Sem olhar para trás
Se o teu corpo cansar dos meus braços
Se teu ouvido cansar da minha voz
Quando teus olhos cansarem dos meus olhos
Não é preciso haver falsidade entre nós
Serei ,
Serei leal contigo
Quando eu cansar dos teus beijos ,
Te digo
E tu também liberdade terás
Pra quando quiseres bater a porta
Sem olhar para trás
Se o teu corpo cansar dos meus braços
Se teu ouvido cansar da minha voz
Quando teus olhos cansarem dos meus olhos
Não é preciso haver falsidade entre nós
Serei ,
Serei leal contigo
Quando eu cansar dos teus beijos ,
Te digo


Desterro:
http://br.youtube.com/watch?v=XIAvIbsa2OA&feature=related

Lealdade:
http://br.youtube.com/watch?v=skmrN0uUwqY&feature=related

terça-feira, 29 de abril de 2008

A importância de pegar um caminho diferente

Correria.
Correria pra fazer a banda passar, pra prosear o amigo e o Flamengo vingar.
Conversa de futebol não me atrai. Mas nacionalismo não se trai e eu fico puta da vida quando machões bancam um moralismo televisivo, porque foram pegos com uma prostituta ou um travesti.
Nossas mulheres da vida e outros seres em vida de mulheres me são mais sagradas que um porreiro de um jogador chulo e playboy de futebol.
Fiquei rindo (e o amigo ficou puto) ao imaginar Ronaldinho "encomendando" 3 prostitutas pra sua recuperação particular, cair nos braços e nos lábios fortes delas e engasgar com um gogó, ou algo um pouco mais fálico...
Daí que eu só converso de futebol com 3 amigos na minha vida (as outras conversas são só pra resmungar..) e na maioria delas é muito bom pentelhar o Flamengo.
Ainda atrasada, correria, desconverso o futebol e regulo meu riso, ainda atrasada pra agilizar.
Voltando, encomenda na mão, noite escura já, mudo de direção, pegando um caminho diferente pro trabalho.
Diferente, leia-se escuro, baldio, vazio...Perfeito como toda diferença, necessário como toda liberdade de andar sozinha e mulher no urbano da noite.
Ri mais uma vez...Foi irremediável.
No céu, numa duração eterna de uns 3 segundos, eu vi a estrela cadente mais longa que já pude ver. Longa no rabo dela, riscando km celestes de um meio ao outro meio do céu.
A mais que mais linda. Diferente. Corajosa ali no céu limpinho. Sozinha.

Ontem uma estrela cadente me fez um pedido.

segunda-feira, 28 de abril de 2008



Esse cara é um dos desenhistas cruéis mais intensos que já me tensionaram a cabeça.
Uma crueldade inocente, rasgada, naturalmente visceral.
A imagem da "Mama"- figura 1, é um pouquinho da capacidade dele de dissecar as amarras que nos fazem sociais, à maneira sutil de seus bonecos de pauzinhos...
A figura 2, da animação "Anéis de Fogo", é simplesmente um dos melhores em tatos e barulhinhos de cena que poderiam tratar do machismo ao estupro desenhado...Muito, muito foda.

Segue:
http://www.hykade.de/

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Insonia

E não era de dar mesmo, o ventilador ligado pra nos isolar em outro som.
Todo tato é sutil.
Em outro som, outro som também surgia,
Com a mesma rapidez que o ouvido sente,
Sente o vento insistente os esbarrões de soprar.
O que refresca a conversa antes do sono, é o como de que o vizinho de baixo tanto implica - o minimo Barulho no ouvido e bastava ao fundo da alma um baita grito.
Do de cima, se olhava pro chão abaixo, imaginando ver do teto a vizinha com a vassoura, batendo com a ponta, atritando os destratos que arrebentavam a noite. Até de madrugada....
Até de madrugada, às vezes descarregava berros esbaforidos bradando contra o outro,
o riso exagerado, um passo marcado, uma porta mal batida.
Quem mede a beira da borda
beira sempre por outro lado, cair.
E a noite madrugando ventava de volta o palavreado,
gritado jogado pro alto da janela como era, alcançando em graves o outro colchão.
O som provoca vibração, e pra ambos os corpos, se trata do trote dos corpos em alguma direção e intensidade:
ao contrário, arbitrário, encaixado ou agudo,
som pra longe, som pra alto, som pra cantar
e som pra sussurrar...

O Som das casas avizinhando-se em apartamentos.
Avizinhando-se a música dos atos.
fechar a gaveta, trocar os sapatos, quebrar a fruteira, chorar o retrato,
o fósforo no cigarro, o fósforo nos papéis, o fósforo na vela do luto do altar.
Pudera ouvisse a vizinha
irritada na cozinha
o ventilador lá em cima que rimava as pás com sambinha
os passos pesados rimando um xaxado,
a cúpula da lâmpada rimando tamborim...
Tocasse assim
o som
tal qual toca a carícia, a delícia, a massagem ou uma mensagem...


Nada.
Nunca.
Negava.
Mudava,
ou que se calasse.

terça-feira, 22 de abril de 2008


É que se eu fosse covarde, eu teria te agarrado ali mesmo.
O suor do samba no sonho do meu suor.
Teu corpo que me sufocava no teu cheiro.
Teu fechar de olhos e eu na lente procurando teus contornos, teu pêlo.
As pontas dos meus dedos no gatilho de lhe roubar um sorriso sério
A me roubar por dias o devaneio.
Os meus dedos tateando o gatilho de teus pêlos
A te roubar a seriedade...
Devaneio sim, foi verdade.
Ainda me pego.

(foto minha, com um zoom para poros)


DiasdeJaneiro

Composição: Otto

Dias de janeiro calor demais
dias de janeiro olha como faz
esquentam, é tão bom estar no mar
amo você, amo você
talvez não seja o certo
amo você demais
Eu vou sair
vou ficar só
si o ré diz mi
fa si li dó
eu vou sair
vou ficar só
lá, lá, lá, lá

http://br.youtube.com/watch?v=g-kKbId_-TM&feature=related

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Outra coisa que deve ter vindo ao homem assim como o escândalo com os carros...
Uma noção medíocre do TRABALHO.
Tente perguntar pras pessoas ao seu redor:
- Você gosta do seu trabalho?
E prontamente, muitas delas responderão:
- Ralo pra caralho!
- Ah, é muita responsabilidade..
- Ãhn...Mais ou menos.
Reformule a sintaxe da sua investigação, e pergunte mais:
- O que você gosta no seu trabalho?
Prontamente, alguns responderão:
- Os dias em que não trabalho.
- Bom...O cafézinho da Dona Olga é ótimo.
- Minha função lá até que não é mal, mas........
Agora, eu reformulo a sintaxe dos meus pensamentos.
Se de tripallium constituimos função social, e de profissão a ascenção, como é que tem tanta gente por aí num plano médico corporativo torcendo pra ficar doente, ter um acidente de trabalho ou se aposentar por invalidez?
Por quê tanta gente torce pro senador não ir trabalhar hoje, ou pra aquela reunião ser desmarcada e trasferida pra amanhã, todo dia cumprir metas que atrasam os seus dias, lhe dão mais trabalho, ou não lhe dão nenhum porque você pode delegar a outras cem pessoas departamentadas que o farão, ou também não.
Vou atacar um pouco o meu lado, pra não me acusarem de anarquia acomodada.
Se escolho trabalhos não convencionais e não categorizados, sempre me ignoram como classe trabalhadora (velha peleja dos operários, dos pedreiros, ossos do edifício), meu trabalho é um hobby pra quem o escolhe como hobby, então não pode ser trabalho.
Produtores culturais sooooofrem de stress! Sooofrem por tanta correria, e muito menos do que dizem, um dia conseguirão o projeto dos sonhos (apesar de que tooodos amam seus projeto$) pra realizarem seus sonhos, que são muito maiores do que esses sonhos vis.
Atores odeiam seus diretores. Abrem largos sorrisos e admiram muito seu trabalho, mas o diretor é o cara que sabe de tudo mas não sabe fazer esse tudo. Recebem um elogio do diretor e sobem aos céus (e lá nos céus, as estrelinhas fofoqueiras espalham e comparam isso com cada estrelinha que cruzar seu raio de luz).
Vejo a banda jovem de forró com uma cara de desgosto amargo e entalado tocando semanalmente com uma pobre velhinha sanfoneira, velhinha, oh pobre, e incorrigível, "porque é que ela tem que sorrir tanto?" "porque é que ela tem que cantar? Olha o ritmo, olha o ritmo....", toda semana lá, já enjoados das semanas. "Mas semana que vem tem mais, então toca logo..."
Às vezes até confundo essa coisa de profissão com a estampa da frustação do que o profissional queria um dia ser, e preferirá não ser:
Profissão: Jornalista (escrevo muuuito bem, a adrenalina de correr atrás do furo é deliciosa, adoro saber um pouco de tudo, mas não quero me envolver nesse escândalo, o meu editor é um fascista e tudo bem, eu posso negar que ouví isso.)
Profissão: Médico (adoro ajudar as pessoas, salvar vidas, lutar por melhores condições de vida, mas minha sabedoria me custou caro, e me cansei de lidar com gente ignorante.
Profissão: Cineasta (eu tenho muito talento, sou sensível, as imagens me são poesia, mas aquele filme é uma merda, aquela banca foi um conchavo e Spielberg não nasceu no Brasil)
Profissão: Oficial de justiça ( eu sou o executor da lei, eu sou imparcial, eu lido com as piores situações da sociedade, sou eu quem pego na mão a merda e eu quero mais é que esse advogadozinho se foda.)

Quer saber qual é meu trabalho? Eu sou uma pecinha degringolada do Mercado e do Estado. Eu sou a estatística do prejuízo, não rendo, e o meu desenvolvimento social é uma subjetividade utópica.
Meu hobby? Fazer dançar e rir a Sociedade.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

AGORA
O TEMPO QUE ESPERE.
O MEU ONTEM
NÃO PASSA ASSIM TÃO FÁCIL.
O MEU HOJE NÃO SE IMPORTA. ELE ADORA PASSAR.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

E não é que, entre umas e outras, a primeira é responsavel por nos cambalear....
Ficar bêbado, muitas vezes, é um exercício árduo de sabedoria milenar.

Acabo de recebeber uma linda sugestão.

Sebastião Firmiano (valeu Duende Verde)>

"Estar impune é estar fora do mundo."

"De ontem pra hoje
Fiz amor à vontade
Bebi cachaça em quantidade
Andei atoa pela cidade"

"(...) Articulação de seiva por entre veias de mistérios,
mas sendo normal a vida em seu círculo primaz
Alimentando árvores de cores várias
Assim como as nuvens vem povoar a noite escura
em sua textura cinza e clara
Ou qualquer cor que por ventura, se aventura à noite clarear
Duas caras, vários beijos, sob o farol da beleza em horário integral.

Estão movendo a vida para que a morte não á alcance.
ainda que o diabo venha á oferecer o maior dos lances
ainda que vários Judas beijem crianças às portas do mêtro
não passara uma vírgula na frase do amor.
sem que se diga, estamos acessando a felicidade.
Seja a felicidade o que for, por nós, é que será possível,
abrir a Bíblia no Gálatas ou no Apocalipse sem temer castigo
por mostrar-mos ou olhar-mos umbigos nus e avulsos
Seja atrás da moita de bananeira, ou sobre lençóis de seda
Ou ainda nas casas em construção, sempre alguém,
Estará dando ou comendo alguém
Quiçá em camas de jornais.

Estar impune é estar fora do mundo
É por isso que todo mundo viaja no feriado
Para balneários desertos, onde vão curtir anomalias
Que já foram lançadas no cartão de crédito."

http://firmiano-firmiano.blogspot.com/

sexta-feira, 4 de abril de 2008

E em tons do bom e surrado blues, "before you acuse me, take a look at yourself..."

http://pedrobiondi.wordpress.com/2008/02/13/espelho/


Uma leiturinha da melhor qualidade, coisa que me derrubou hoje na banqueta do Balaio Cafe pra ficar leeeendo.
"Cheiro de Leoa" de Pedro Biondi....
O cara tem uma falando do filme francês "Microcosmos", que me bateu feito veneno na saliva desavisada.
Alias, dignissimo inseto, ele.


Adoro essa coisa de nos entendermos feito especie.




http://www.youtube.com/watch?v=BLuH9hAH1yA&feature=related
Num dia cinza e ainda assim comum, no geralmente, as pessoas caminham mais silenciosas.
A ausência do sol interioriza os comentarios e acho que com os carros, as pessoas aprenderam a ser escandalosas.
Gritam um berro metalico e mudo que a lataria industrial fornece em maneiras de buzina, motores e retrovisor. Olhar de costas para o proximo. Ultrapassar. Impacientemente esperar. E protegidamente xingar.
Eles tem velocidade pra sair correndo, arranque, espelhos.
Num dia cinza, e ainda assim com uma chuva clara caindo, no suficientemente, as pessoas desistem de correr da chuva que ja encharcou suas roupas, e silenciosamente, sentem-se refrescados pra assoviar.
O carro ensinou o homem a se manter calado, e num dia com chuva e ainda assim metalico, no insistentemente, outro homem sai do carro, e fica molhado...

terça-feira, 1 de abril de 2008

O tempo demanda muito tempo.