enquanto espera...enquanto aguarda....

"Não conseguiria...sabia que não. O modo como a olhava, fixamente...desde que entrou alí carregando bolsa e alguns livros...não conseguiria.Num suspiro de quem precisa deixar-se escapar, foi nesse suspiro que se entregou.
"ah ele percebeu....ele percebeu!"
Os dedos estavam entrelaçados e sentia frio nos joelhos....olhava pros cantos, tentando gastar todo o tempo fugindo do que lhe queimava o peito. Unhas pintadas, arrumou os anéis que cambaleavam tortos, colados à pele suada. Tinha dedos finos, mãos bem desenhadas. Procurou as mãos dele...num instante de descuido...mesas,livros,silêncio...ah sim...suas mãos sobre as pernas.
Pensou em se levantar....ir até lá e sussurrar tudo. Tudo aquilo que sonhara aquela noite, que os poros pediam, que lhe faziam arrepiar a nuca.Lasciva. Assumia lasciva, completamente comprometida com a ansiedade de estar tão perto....de estar sendo vista.Por ele.
E ela?
Entregue...agora entregue.Fechou os olhos inquieta....sentiu os seios arrepiados tocando o tecido fino da blusa.Num arfar mais lento, sorriu...sorria delicada, quase contida.Porém escorria, lentamente pela cadeira, chão. Passava lambendo aqueles azulejos entediantes,engolia os dedos que escapuliam às sandálias,enxarcava as pernas, escorrendo licorosa... até passar por debaixo daquela porta amarelada.
(...)
Ah me diz querida...aquela sala de espera nunca fora a mesma....
porque alí se coloriu...várias vezes....numa mudez de ensurdecer....
clandestinamente!!"
"ah ele percebeu....ele percebeu!"
Os dedos estavam entrelaçados e sentia frio nos joelhos....olhava pros cantos, tentando gastar todo o tempo fugindo do que lhe queimava o peito. Unhas pintadas, arrumou os anéis que cambaleavam tortos, colados à pele suada. Tinha dedos finos, mãos bem desenhadas. Procurou as mãos dele...num instante de descuido...mesas,livros,silêncio...ah sim...suas mãos sobre as pernas.
Pensou em se levantar....ir até lá e sussurrar tudo. Tudo aquilo que sonhara aquela noite, que os poros pediam, que lhe faziam arrepiar a nuca.Lasciva. Assumia lasciva, completamente comprometida com a ansiedade de estar tão perto....de estar sendo vista.Por ele.
E ela?
Entregue...agora entregue.Fechou os olhos inquieta....sentiu os seios arrepiados tocando o tecido fino da blusa.Num arfar mais lento, sorriu...sorria delicada, quase contida.Porém escorria, lentamente pela cadeira, chão. Passava lambendo aqueles azulejos entediantes,engolia os dedos que escapuliam às sandálias,enxarcava as pernas, escorrendo licorosa... até passar por debaixo daquela porta amarelada.
(...)
Ah me diz querida...aquela sala de espera nunca fora a mesma....
porque alí se coloriu...várias vezes....numa mudez de ensurdecer....
clandestinamente!!"

1 Comentários:
produtivo isso :)
quero ver o restante..
estou indo pra volta.
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