o primeiro mergulho

disse que me massagearia as costas, estávamos numa calmaria muito boa de sentir. o quarto iluminado, o vento passeando pelas paredes, fazendo dançar a pseudo-cortina azul e soprando na minha pele doce.
os dedos dele me desenhavam círculos nas costas nuas, desenhavam linhas,traços e desejos densos que escorriam em silêncio e com calma.
Foi muita calma...muita calma que me despi e posei arrepiada ao seu lado...
e o tempo diluía qualquer sinal lá de fora...
foi com calma, muita calma que desabotoei meu vestido, e desde então ele me vê toda dele.
o primeiro mergulho.

1 Comentários:
um mergulhão que sempre migra ao ninho que sente em seu coração. um albatroz que segue em frente, implacável, mas por vezes sobrevoa, emocionado, uma clareira.
às vezes a gente é os dois ao mesmo tempo. :)
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