gambá.
"Há tanta carga de sentimento, só pra te comover, que você cria uma repulsa"
A mulher é mesmo classuda, o silêncio passeia pela sala clara e abafada.
Temos como aluno ouvinte e porque não tão participativo, um gambá que por hora ou outra caminha pela sala, ágil e assustado.
Um espanhol de olhos azuis se embola bonito com o português e penso que a ferida aberta no meu dedo ontem no ensaio, por conta do tambor está com uma coloração bonita.
A moça surda grava todas palavras ditas ali..."falemos da poética!". Ela me disse que não escuta os sons graves...enquanto conversávamos tive uma enorme preocupação em não aumentar meu tom, na crença idiota de que ela não estaria me entendendo. Ela me entende, sempre de cabelos presos e um sorriso humilde no rosto. Tem olhos pequenos.
Voltar pra casa a noite, passeando pela L2 já entregue à calma...
chegar assoviando uma melodia qualquer, completamente a fim de me embolar com o Dani e contar sobre Facillon e o gambá!!
Marcadores: cotidiano

1 Comentários:
feroz mas fofa. :)
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