no ônibos

Sentia a blusa de algodão grudar na pele...mordia os lábios enquanto ele descrevia a tecnologia dos ipods e mp3, gesticulando as mãos e muito objetivo. Os olhos se perdiam por alguns átimos em pessoas e caminhos, o tempo que passava, o calor que a fazia suar a nuca.
Sentia o tecido roçar nos seios, os pés se perdiam das sandálias, os cabelos por hora esvoaçando se moldavam com o vento. Ele já lhe contava uma história sobre o tempo, um senhor mascava chicletes de boca aberta,o ônibos fechara um fusca verde. quer um fusca verde com o daniel dentro.
Passou a perna direita sobre a perna esquerda dele....chegou o corpo mais próximo e lhe acariciava os cabelos quando foi desvendada lasciva.
Era aquele silêncio e seus olhos acastanhados de uma malemolência compassada ao calor, os dedos fazendo pequenos círculos emaranhandos fios negros. Uma gota de suor fez um caminho na coxa, estava de saia amarela.
Enfiou a mão miúda na bolsa jeans e tirou de um saquinho 5 ameixinhas. aquelas ameixinhas escolhidas a dedo de um pote de granola...ele não come ameixas, mas guarda todas que encontra e de presente as entrega à moça, que já se deixava diluir em pequenas ondas lhe banhando o corpo,
enquanto ele a acariciava tão voraz por entre as pernas...

2 Comentários:
ninguém merece passar uma noite sequer longe de quem se ama... se ainda fossem átimos, talvez... :/ hoje foi como seu olhar, amor. cada momento, uma eternidade.
ai... assim a gente se derrete também.
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