entre os dentes segura a primavera

Não uso brincos nem anéis, lembro das tias que sacolejavam pulseiras quando tocavam minha bochecha...Lembro daquelas flores gozadas no jarro vermelho e do gato pedindo carne nos pés da minha mãe,o barulhos dos anéis quando se chocam num aperto de mão.
Aperta a minha mão? Até eu fazer careta tá!
Atravessei a rua cantando secos e molhados...qualquer canção que me remeta esse dia de sol tão limpo. Uma senhora me acompanhava os passos carregando maçãs, lenço florido....flores astrais.
Me lanço num agudo reto. Me lanço nos pássaros que recheiam o céu, pulsando. Me lanço nos seus olhos livres e tão castanhos.
O mar que me banha hoje é de ternura assumida...adocicado me lambe a barriga e faz cosquinhas, quebra as ondas na minha pele marcada,pontilhada...canela salpicada.
Se pudesse me ouvir bem agora sentiria as asas lhe acariciando com o vento...sentiria sim o agudo e os ecos dentro do meu sorriso.
A senhora me oferece uma maçã...eu ofereço primavera nos dentes. Em setembro qualquer estarei de anel, estarei de nenem, estarei de vermelho com botas novas.
Estarei contado a você como cortei o dedo...e como as jabuticabas explodem suculentas na boca.A sua boca no meu umbigo...e dedos passeando por aí a fora. por aqui dentro.
sexta de manhã.
secos e molhados...
ser eu com você.
Aperta a minha mão? Até eu fazer careta tá!
Atravessei a rua cantando secos e molhados...qualquer canção que me remeta esse dia de sol tão limpo. Uma senhora me acompanhava os passos carregando maçãs, lenço florido....flores astrais.
Me lanço num agudo reto. Me lanço nos pássaros que recheiam o céu, pulsando. Me lanço nos seus olhos livres e tão castanhos.
O mar que me banha hoje é de ternura assumida...adocicado me lambe a barriga e faz cosquinhas, quebra as ondas na minha pele marcada,pontilhada...canela salpicada.
Se pudesse me ouvir bem agora sentiria as asas lhe acariciando com o vento...sentiria sim o agudo e os ecos dentro do meu sorriso.
A senhora me oferece uma maçã...eu ofereço primavera nos dentes. Em setembro qualquer estarei de anel, estarei de nenem, estarei de vermelho com botas novas.
Estarei contado a você como cortei o dedo...e como as jabuticabas explodem suculentas na boca.A sua boca no meu umbigo...e dedos passeando por aí a fora. por aqui dentro.
sexta de manhã.
secos e molhados...
ser eu com você.

3 Comentários:
obrigada pelo link linda; seux txts me arrepiam- como é bom mergulhar nesse universo..
bj!
e cada dia é um mais passo até setembros quaisquer. :*
vcs dos estão demais, hein?
quero ter vil metal sobrando pra ver dia lindo de primavera florindo em vcs.
seus bocós!
Postar um comentário
Links para esta postagem:
Criar um link
<< Início