Quarta-feira, Setembro 26, 2007

Renata na chuva.


(foto: candeola)

É que corria pela rua de princípio. Estava de chinelos e coxas de fora. Algumas outras pessoas apressavam o passo, se resguardavam embaixo de pastas e guarda-chuvas. Ela não gosta de ser pega assim, no susto, longe de casa e de cabelos soltos. Nem de guarda-chuvas. Mas para não se usar guarda-chuvas há de ter mergulho, assumido.

O que importa é que desceu do ônibus, ruiva, unhas roídas. Desceu e foi abençoada por uma chuva abusada! Que nem começou mancinha não....veio logo desaguando em ruas e gatos desprevenidos.
O barulho de vida líquida encharcando os telhados, escorrendo em vidros de carro, o céu fica um pouco azulado.

Foi pausa.

...

E ela riu...riu depois de perceber que não precisava correr, que presente mesmo era ser batizada naquela tarde, e de vermelho, alguns livros nas mãos e cílios molhados! Sonhando água, lavou-se a alma de ruiva, que chegou em casa em gotas...milhares de gotas pontuadas!
Barulhinho bom, que veio perfumado de chuva mesmo.

felicidade é viver simples.

1 Comentários:

Blogger Menina Colorida disse...

Los Hermanos...

Vai chover de novo,
deu na tv que o povo já se cansou de tanto o céu desabar,
E pede a um santo daqui que reza a ajuda de Deus,
mas nada pode fazer se a chuva quer é trazer você pra mim,

Vem cá que tá me dando uma vontade de chorar,
Não faz assim, não vá pra lá, meu coração vai se entregar à tempestade

Quem é você pra me chamar aqui se nada aconteceu?
Me diz, foi só amor ou medo de ficar sozinho outra vez?

Cadê aquela outra mulher?
Você me parecia tão bem,
A chuva já passou por aqui, eu mesma que cuidei de secar,

Quem foi que te ensinou a rezar?
Que santo vai brigar por você?
Que povo aprova o que você fez?
Devolve aquela minha tv que eu vou de vez,

Não há porque chorar por um amor que já morreu,
Deixa pra lá, eu vou, adeus.
Meu coração já se cansou de falsidade

5:57 PM  

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