saudade do mar.

Primeiro molhei o dedão, quase um ritual de me sentir arrepiada. E já sentia uma crosta protetora cobrir o corpo, unhas tão cheias de areia.
Algum som de crianças risonhas, um cachorro magro me olhava. Eu sempre quis saber como seria navegar tanto tempo, se sentiria saudade dessa areia que me passeia entre dedos, se morreria numa tempestade. Afogada de tanta água, virando água num caldo frio de mar. Sempre quis saber, como seria morar numa conchinha e ter minha casa enfeitando praias, me encher com a lua, ser espelho.
É que me sinto emocionada com o mar, talvez por ter tanto medo dele, ou por ter certeza de que ele conversa comigo. Com chuva ele fica tão lindo, esbranquiçado...
Deixei as primeiras ondas lamberem meus pés até que a coragem de mergulhar não me fosse tão pequena, uma hora ela chega numa euforia, mas euforia que só visita depois de me sentir apaixonada. É um querer ser mar, de abraço, consumida, aconchegada.
...
Sento ao sol depois dos mergulhos, meus olhos ardem com o sal, no peito descompasso de quem se acalmará depois.
Acalanto solitário é sentir
a pele assim
secando de mais uma história.
Algum som de crianças risonhas, um cachorro magro me olhava. Eu sempre quis saber como seria navegar tanto tempo, se sentiria saudade dessa areia que me passeia entre dedos, se morreria numa tempestade. Afogada de tanta água, virando água num caldo frio de mar. Sempre quis saber, como seria morar numa conchinha e ter minha casa enfeitando praias, me encher com a lua, ser espelho.
É que me sinto emocionada com o mar, talvez por ter tanto medo dele, ou por ter certeza de que ele conversa comigo. Com chuva ele fica tão lindo, esbranquiçado...
Deixei as primeiras ondas lamberem meus pés até que a coragem de mergulhar não me fosse tão pequena, uma hora ela chega numa euforia, mas euforia que só visita depois de me sentir apaixonada. É um querer ser mar, de abraço, consumida, aconchegada.
...
Sento ao sol depois dos mergulhos, meus olhos ardem com o sal, no peito descompasso de quem se acalmará depois.
Acalanto solitário é sentir
a pele assim
secando de mais uma história.

3 Comentários:
gostei do blog.
também é bom quando seca. há outros mares repletos de arrepios. alguns sem fim.
Gostei do "teu mar".
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