vermelho.
(fotografia: tatiana reis)É sempre assim, muita fumaça, e aquele som abafado. Unhas vermelhas, qualquer clichê que seja, nada iria mudar muito, estava oca, meio sonolenta e oca. Pediu cervejas, pediu socorro, mas quem ousaria? Contou moedas na esperança de enxergar algo, melancolias açucaradas dentro da bolsa. De delicadeza estava cansada.E inclusive do estoque obsoleto de carícias, mornas, amareladas,verdades fajutas. Um brinde a prioridades alheias.
Lembrou da menina e da última trepada, da saliva quente, mordidas bêbadas. Aquela menina era estrábica, e gostava de safadeza. Unhas vermelhas.
Um pouco de cólica, suave dor de cabeça, pediu mais cerveja, abraçou o gosto das uvas, acariciou a nuca.
Estava cretinamente sincera
e sozinha!
Lembrou da menina e da última trepada, da saliva quente, mordidas bêbadas. Aquela menina era estrábica, e gostava de safadeza. Unhas vermelhas.
Um pouco de cólica, suave dor de cabeça, pediu mais cerveja, abraçou o gosto das uvas, acariciou a nuca.
Estava cretinamente sincera
e sozinha!

1 Comentários:
gostei bastante do blog e do seu flickr...
esse é meu trabalho...
www.ih23.tumblr.com
se gostar pode utilizar no seu blog...
até mais
CARLOS CAFÉ
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