Segunda-feira, Maio 26, 2008

dos sentires.


Foi no escuro que decidiu dizer, que ama, que bem queria mais dos entrelaços de pernas, dos amanheceres amassados. No meio de uma dança, pulsada dos deslizes, costurando novos retalhos... não há passado ou presente que me cale. É tudo vivo, amalgamado, embolado na ciranda.
Do vinho barato, cores em tela, receios expulsos, um pulo bem dado. Tenho alma de gato, e morrer várias vezes vira charme. Já dizia a bruxa querida, morrer dessas mortezinhas. De bem "querência", cuidando do jardim, plantando mais amoras. Amores por vir. Amores daqui. Boas visitas, de abraço longo, de silêncio puro.
Estive em mergulho, por pessoas...estou. Encantando-me com o traço, com o compasso...deixando-me em rebuliço, corada, molhada. Luas alaranjadas.
Hoje me sinto tão viva, que me transborda.
Precisava dizer.

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2 Comentários:

Blogger Desastrá-los disse...

Sim, claro, ainda assim se rendia fácil aos pecadinhos.
Despia as Ilusões que só enfeitavam os pensamentos, mas que há tempos não a surpreendia com um bom e velho ul traje surrado de se viver de verdade.
Era quase um casamento empoeirado,
tudo em seu lugarzinho cativo, a cumplicidade emoldurada na parede, o tesão na sala, à espreita da pausa, o ciúme engomado engavetado, a sedução grudada na janela.
Tornava-se um tanto mais esporádico, mas ela não deixava de concubinadamente acariciar as Ilusões, abrindo as pernas umedecidas pelos dedos que fantasiava, falando de amor ou qualquer coisa parecida.
Quase sempre acabavam falando sobre o amor.

5:49 PM  
Blogger Uma menina colorida. disse...

Há uma frase que por muito tempo esteve a caminhar por esses lados Paulistas: "Eu me jogo! ... e se a corda arrebentar... Paciência!".

É preciso sentir, e só. O resto é consequência...

9:22 AM  

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