Quarta-feira, Janeiro 30, 2008

ria meu bem.

passear por lá é garantia...
[ muito bom ]

Terça-feira, Janeiro 29, 2008

novo caminho.


[ aqui ]

Domingo, Janeiro 27, 2008

"(...)
Como assim você não cabe mais na gaveta que eu fiz pra você? Onde vou colar estas etiquetas? Anda! Entra aí de novo! A imagem que me vem, ao escutar meus vizinhos, é a de um fórceps às avessas. Alguém socando alguma coisa até que ela tome a forma do seu olhar quadrado, cartesiano."

Visitei a Nanda pouco antes de me deitar, esse texto me fez tanto sentido... e eu sei sim que já cai em cenas ridículas em que me deparava com o fluido e. Quantas vezes ouvi que ninguém se engessa, não cristaliza. É orgânico mudar...feito envelhecer. Mas mesmo sendo óbvio, me tremia de medo.
É como negar o rio dentro de mim. ah rá.

mas é isso
recomendo o texto na íntegra
aqui:

[transitiva e direta ]

boa noite então.

E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

"A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!"







Maria Bethânia recitando Cântico Negro de José Régio.

sobre trabalhos e docinhos.


preciso assumir, fotografar festinhas de criança
daquelas sabe? com milhões de balões coloridos,
mesa de bichinho e o escambau.
ah
aquilo é um pouco desesperador.
é muuuita informação cara!
é cor demais misturada, pisca-pisca, purpurina.
por isso que nunca gosto das fotos de família, aniversariante
e vó banguela na frente daqueles painéis e firulas todas.

acho que cheguei vesga do trampo de hoje.


(tá...isso só foi um desabafo sobre a estética da coisa toda,
na real, eu adoro fotografar gente feliz, e ainda comer um quindim de lambuja!)

Sábado, Janeiro 26, 2008

Chester 5000 XYV

Jessica Fink


[ recomendo ]

dica do dani.

Sexta-feira, Janeiro 25, 2008

de noitinha...


ele contornou os lábios com o dedo,
ela chupou o dedo.
é um carinho desses, de se fazer no meio do caminho
pessoas bem agasalhadas, porque de repente é frio em Brasília.
sim, desses carinhos de se fazer dentro do ônibus, ela chupando o dedo,
o cobrador contando moedas, ele com o dedo entre as pernas dela,
tosses perdidas, algumas luzes embaçadas... anoitece entre ruas.
aqueles semáforos todos, 20 segundos, freia, 20 segundos,
e o dedo que passeia...

festa 2. 2008









Festa 1. 2007







Domingo, Janeiro 20, 2008

put your hands all over my body...

foi de
pupilas largas
e boca cheia d'água
era menina ainda,
e me veio vivo, morno,
licoroso em forma de maré.
tesão declarado.

.
.
.

Sábado, Janeiro 19, 2008

No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá
onde a criança diz: Eu escuto a cor dos

passarinhos.


(Manoel de Barros)

achei por agora, e me foi mesmo
ar.

aos


aos fim de semana, encontro.
sim, encontro de um tanto, encontro meu dedo dolorido, encontro sorriso de menina luisa, e bocarra de dedura, encontro malemolentes gemidos, por debaixo das cobertas,
era de pura manha a minha manhã
encontro chuvas, e essa água toda que quando mais escorre, mais lava...é, definitivamente esse o processo, confesso, me lavo.

e proponho,falemos FLUXO também,
com as bocas livres e sem qualquer receio, falemos
aos berros, entre quadras, entre bares,
entre dedos....somos assim mesmo, rio vivo. sussurro quente,
apimentado e violeta.
tenho poesia no colo, mel debaixo da lingua,puro inclusive.
tenho.... quando o vejo desenhando mirabolantes universos, cá colorindo-me sem que perceba.

encontro.
depois vou dormir, densa
e feliz.



Segunda-feira, Janeiro 14, 2008

A senhora estava de vestido florido, bem com aquelas flores que lembram o sofá da vó, e o cheiro de velhinha. Perfume adocicado, misturado a não sei o que.
Elas chegam quando leio alguma coisa na parada, ou quando resolvo sorrir. Nem sou de sorrir não, as vezes quando sinto algum frio na barriga, o vento lamber a nuca. quando vejo criança careca, cachorro abanando o rabo, quando como chocolate durante tardes de segundas pastosas.
rá.

TWITTERATURA

"Teresa
Na mochila que arrumou para a viagem do filho, botou um pouco de si mesma. Difícil foi ele explicar para o guarda de quem era aquele rim."

divertido né? Pois é, eu acho a idéia deliciosa
melhor mesmo é passear por.
dica do steve, nefasto.

Quinta-feira, Janeiro 10, 2008

camille pra vocês.

dica do renato!


vai minha filha
põe essas bolinhas na boca
e engole.

Quarta-feira, Janeiro 09, 2008

é que sou louca.


me disse trêmula o que não queria,
parecia um tanto louca, talvez entorpecida.
tinha esmalte roído e vermelho,
tinha uma pinta no dedo.
quis beber da chuva, até se tremeu de frio
eu disse pra você,
nunca mais a esqueci.
ela tinha amor escorrendo
pelas bordas,
toda,
bordada de sutileza.

Brinquemos Pois.






estava claro
que de noite
sopro quente
no teu juízo.
Medo.


dica do amigo nefasto, steve.

Terça-feira, Janeiro 08, 2008


Bom de ouvir.
Dica da macia de nunca nua.
Noite mais fresca....queria evaporar numa loucura bem regada.

Segunda-feira, Janeiro 07, 2008

entre dentes...hortelã.


Carregando Saramago e Clarice, folhas ressecadas, carregando um gosto morno ainda de café. Entre paredes, café, numa mudez engraçada. Se as pessoas que a viam, sentada, feito um pacote inerte, se as pessoas sentissem o mesmo cheiro de chuva que chega. Talvez seria leve.
Sentou-se numa praça vazia, gostaria de dividir um trago, gostaria de ler uma carta decente que lhe tirasse qualquer bolor. Talvez uma sacanagem, e palavrões ditos aos berros. Sempre gostou de palavrões, acha que dependendo do tom, os palavrões podem ser muito deleitosos. Dizer boceta em sussurros numa praça velha e amarela....se alguém a lesse como queria. Hoje estaria leve e de saia quem sabe.
Cachorro magro passeando torto pela rua, esse vazio de tardes às segundas é meio trêmulo. Porque ficava tão densa em momentos patéticos...se sentia traída. Era como se traísse nessa fuga de evaporar os males sozinha em minúsculos rituais bem bordados, solitários e em lugares assim, insólitos. Brasília é patética, e fica difícil achar uma fodinha casual as 15:37 da tarde. mesmo de saia.
Seguiu pra casa em soluços, segurava entre os dentes uma folha miúda de hortelã, refrescaria sua vida mergulhada entre lambidas e vodka gelada. Barata, porque vivia barato, embaralhada sem sentidos, meio confusa e querendo aguda. Por agora, sozinha mesmo.

Sábado, Janeiro 05, 2008

pelo ralo


depois da carta, o banho. espuma...sou de rituais já diria um rato.sou rata também.
rala...estou rala, de cascas finas a serem delicadamente, disse delicadamente descascadas.
o que eu não quero.
eu já sei.

Sexta-feira, Janeiro 04, 2008

falta de tato é o nome disso
eu quero quebrar o vidro
preciso...
caquinho por caquinho
moído
colado....remexido
remixado

só durmo de janela aberta.

Quinta-feira, Janeiro 03, 2008

querencia de agora.


é que quero, que tu me contorne, tato, água...tua água evapore
bem na minha barriga, eu quero...sem ter cores definidas, aguadas, lambidas...
chupada....tua barba me fazendo cosquinha.tu me ri, sou toda, me acaricia, a boceta
na tua boca. você me lia, enquanto...não digo..nada, nem digo porque....fita-me a espinha, resfria...daquele avermelhar de bochechas, as vezes é de ira, vem lambendo minha sina, me comendo na cozinha, de qualquer lar que seja.
tu na minha vida, fodendo gostoso com a minha delicadeza.
.
.
..

o T!




Terry Richardson, novaiorquino, que fotografa moda, tem um "q" que me marca, flashs diretos, peles rosadas, um visu meio punk, meio tire suas próprias conclusões por lá.
eu gosto.
Ah e é bem bacaninha, no site dele tem contatos para quem quiser se candidatar como mudelo, posar pra ele peladinho!

fiquei sabendo



é que eu
me des com
pra
depois
me
com ser

t ar.