Segunda-feira, Maio 26, 2008

dos sentires.


Foi no escuro que decidiu dizer, que ama, que bem queria mais dos entrelaços de pernas, dos amanheceres amassados. No meio de uma dança, pulsada dos deslizes, costurando novos retalhos... não há passado ou presente que me cale. É tudo vivo, amalgamado, embolado na ciranda.
Do vinho barato, cores em tela, receios expulsos, um pulo bem dado. Tenho alma de gato, e morrer várias vezes vira charme. Já dizia a bruxa querida, morrer dessas mortezinhas. De bem "querência", cuidando do jardim, plantando mais amoras. Amores por vir. Amores daqui. Boas visitas, de abraço longo, de silêncio puro.
Estive em mergulho, por pessoas...estou. Encantando-me com o traço, com o compasso...deixando-me em rebuliço, corada, molhada. Luas alaranjadas.
Hoje me sinto tão viva, que me transborda.
Precisava dizer.

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Sexta-feira, Abril 25, 2008

Tatiar é meu verbo. No meu verso...me faço assim.

Falar do Rio com as moças, e do moço. Falar, entre goladas, há forró, sanfona me deu graça. Quase vontade de cachaça, quase laço de cetim. Na verdade contos, contornos de vida, caldinho de abóbora, e fumaça. Sempre a companheira fumaça, de incenso, cigarro, carros tantos, nunca larga de mim. Amiúdo os olhos, contorno o copo com os dedos e balanço o pé. Nunca pára.

Chego em casa e já descalça, gole de vinho. Penso na lata que depois explico,
penso que amanhã é dia de azul, marinho.
E que a cama quentinha, vestida de verde
quer combinar com meu pijama amarelinho.

own...



(sim...é o alcool)

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