Segunda-feira, Maio 26, 2008

dos sentires.


Foi no escuro que decidiu dizer, que ama, que bem queria mais dos entrelaços de pernas, dos amanheceres amassados. No meio de uma dança, pulsada dos deslizes, costurando novos retalhos... não há passado ou presente que me cale. É tudo vivo, amalgamado, embolado na ciranda.
Do vinho barato, cores em tela, receios expulsos, um pulo bem dado. Tenho alma de gato, e morrer várias vezes vira charme. Já dizia a bruxa querida, morrer dessas mortezinhas. De bem "querência", cuidando do jardim, plantando mais amoras. Amores por vir. Amores daqui. Boas visitas, de abraço longo, de silêncio puro.
Estive em mergulho, por pessoas...estou. Encantando-me com o traço, com o compasso...deixando-me em rebuliço, corada, molhada. Luas alaranjadas.
Hoje me sinto tão viva, que me transborda.
Precisava dizer.

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Segunda-feira, Maio 19, 2008

entre espelhos


Pois já se sabe, que se a conversa for de desconversa, palavra dita reverbera.
Palavra cantada já me abraça. Recolho as pontas, aponto um rumo.
Meu dedo, calada, entre cacos. Alguma serenidade, alguma sonoridade que me acalente o movimento.
Circular, de mim comigo. Encontrada entre espelhos.
Sou minha agora.

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Segunda-feira, Abril 28, 2008

sobre domingos.


O gosto por vermelho me justifica. E por bordados também, feito ontem que quase compro uma bolsa peruana pelo triplo do preço. Espero. Compro lá mesmo quando estiver sentindo um pouco de frio nas orelhas.
Mas voltando ao vermelho, decidi que a parede vermelha vai estar na sala. E que sim , terei Valentina de Crepax enfeitando ela. Enfeitando a mim, que acabo de ler Garotas de Tóquio, presente de um cantor bonito. E já passei pra frente, e quem leu nem fez bico.
Ainda me devo um suco de cajá, lembrando bem da árvore de cajá que enfeita o sítio lá na Casa da Rabeca. Maracatu, rápido mas sincero sim...e olhares tenros. Me sinto aquele calor no peito. De bem querencia, que nem dói, nem assopra...é um pássaro.
Cantou aqui comigo até a madrugada!


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Sexta-feira, Abril 25, 2008

Tatiar é meu verbo. No meu verso...me faço assim.

Falar do Rio com as moças, e do moço. Falar, entre goladas, há forró, sanfona me deu graça. Quase vontade de cachaça, quase laço de cetim. Na verdade contos, contornos de vida, caldinho de abóbora, e fumaça. Sempre a companheira fumaça, de incenso, cigarro, carros tantos, nunca larga de mim. Amiúdo os olhos, contorno o copo com os dedos e balanço o pé. Nunca pára.

Chego em casa e já descalça, gole de vinho. Penso na lata que depois explico,
penso que amanhã é dia de azul, marinho.
E que a cama quentinha, vestida de verde
quer combinar com meu pijama amarelinho.

own...



(sim...é o alcool)

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Quarta-feira, Abril 23, 2008

quarta assim assado.

Meu dia hoje foi assim,
sonolento, devagar, claro
sem muitas resoluções.
Precisei hibernar pra
amanhã tananammm
criar algo decente!



vai rolar baby!

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Quinta-feira, Abril 17, 2008

ah essa ressaca

é que na Lapa fui torta, sem samba, com cachaça
amigos, risada. Foi curta, num dos cinemas mais antigos da cidade
depois faceira, aninhada em riso largo do menino gaúcho.
É que na Lapa fui bêbada, fui zonza e um pouco acanhada,
vim doida, apaguei na cama, não vi mais nada.
Cuidada.
Só hoje com pão de queijo e café, suco de laranja, cafuné, sono mais pesado...
areia entre dedos, de Copacabana até o Maracatu mais próximo.
E foi no tambor que curei da ressaca, no Abê lembrei das macias amigas, de lá.

De lá alma lavada, cerveja gelada. O sono companheiro me chega suave, banho de noite, carinho mais tarde.
que vida mansa!
tchê.

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Sexta-feira, Março 28, 2008

do me pro te


Manda descer pra ver Filhos de Gandhi.Verso que não me saiu da cabeça, durante a tarde, conversando sobre borboletas. Sendo seguida por elas e uma mesmo que posou pra mim.Estive sem máquina, estive sem sono durante a semana. Estive entre braços, abraço apertado, entre olhares. E embriagada, avermelhando-me. Cora, corada. Enfeite no cabelo.


Ah me trança, assopra e come.

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Domingo, Novembro 04, 2007

bla.

É engraçado...
me sinto uma otária.
A companheira até de baixo d'água...
mas que as vezes não faz sentido pra ninguém além de mim.

Eu dobro todas minhas inseguranças em um pedacinho pequeno,
guardo numa gavetinha sem ecos últimos, aquela gavetinha em cima de caixas e prioridades,
não alcanço com facilidade.

E toco um fodase.
Não levo mais a sério.
viva viva!


**voltemos aos estudos fotográficos !!!

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Quarta-feira, Outubro 31, 2007

daí que dói.

(zengzung)

Na verdade, roía unha até sentir brotar um pequeno filete de sangue dos dedos...daí chupava o sangue e seguia seu rumo.

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